Fibras de bananeira e de taboa dão vida a peças decorativas e utilitárias nas mãos de artesãos. São técnicas originais dos índios e que hoje são mais usadas por artesãos do Vale do Jequitinhonha.
O trabalho manual tem boa aceitação no mercado, principalmente em cidades turísticas
A Cestaria é entendida como um conjunto de objetos ou utensílios, obtido através de objetos trançados. Ela compreende a técnica de fabricação de cestos e designa a arte de trabalhar fibras.
A cestaria envolve também a fabricação de esteiras assim como objetos de revestimento ou cobertura.Neste sentido a cestaria compreende a técnica de fabricação de cestos ou vasilhas de dois tipos fundamentais: o tipo entrelaçado, que engloba os géneros cruzado, encanado, enrolado e torcido, conforme a maneira de dispor as fibras, e o tipo espiral, com ou sem armação de sustentação.
Em Almenara o artesão Zé do Balaio produz peças de cipós diversos, de bambu, taquara, folha de coqueiro, taboa e fibras em geral.
Conheça um pouco sobre ele:
José Maria Lima Matias, mais conhecido como “Zé do Balaio”, nasceu em Almenara, em 1960. Viveu em Pinheiros-ES durante 18 anos.
Quando criança, construía seus próprios brinquedos utilizando matérias-primas encontradas na natureza.
A partir de 1993, consciente da sua aptidão e talento, iniciou-se profissionalmente como artesão, produzindo peças ornamentais e utilitárias bonitas e originais.
Sintonizado com a nova ordem ecológica mundial, Zé do Balaio passou a adotar uma série de normas que garantem o extrativismo da sua matéria-prima, sem agredir a natureza: “Não abro picadas na mata onde extraio os cipós, fibras e madeiras. Corto-os de forma que rebrotem e dou preferência aos trabalhos feitos com excedentes de folhas de palmeiras e taboas e troncos de bambus”, diz ele com seriedade.
Zé produz peças de cipós diversos, de bambu, taquara, folha de coqueiro, taboa e fibras em geral. São cestos e outras peças utilitárias e ornamentais, inclusive esculturas de cipó.
Participou de vários eventos culturais e feiras de artesanato em todo o estado. Foi classificado em primeiro lugar na categoria artesanato, no FESPOMAR – festival de cultura popular de Rubim.
O seu trabalho foi exibido no Programa Terra de Minas, na Globo (3 edições), no Via Brasil, no MGTV, na Intertv Rural e na Rede Minas.
Atualmente, é presidente da Associação dos Artesãos de Almenara – AARTA. Mesmo quando não tem apoio do poder público, faz questão de viajar para divulgar a sua arte e promover a região do Baixo Jequitinhoha
biografia escrita por: Dilton Mascarenhas (jornalista) e Mª de Lourdes Amorim Rocha (articuladora cultural e estudante de artes visuais)






